segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

.se não for óbvio, eu conto.

"Você me prometeu que ficaríamos bem, e eu acreditei nisso. Confiei em você e em todas as suas promessas e seus olhares, e acreditei cegamente que sempre teria o som do teu riso arrepiando minha pele. Eu realmente levei a sério. Tão a sério que nunca pude enxergar as placas de alerta ao perigo.
E você sempre esteve lá. Acreditava que isso fosse um sinal de que, afinal de contas, tudo era verdadeiro. Sabe, daquela forma que disseram: "genuino e eterno".
Me diga, o que aconteceu com toda nossa história? Com a data importante, as lembranças e nossas bobagens? Quem apagou da nossa história os diálogos românticos e as narrações piegas? E a nossa história clichê, que um dia chegou a ser tão única? Quem fez dela "mais uma"?
Quando um gesto diz aquelas sete letras para o coração de alguém, como você espera que se esqueça?
Vejo um ponto de luz no horizonte que, por suas idas e vindas, não acaba, não deixa eu virar a página. É como aquele livro que não lemos, porque achamos que, se os personagens realmente se gostavam, pra quê tanto rodeio, não é?
De vez em quando ainda existe você. E depois um silêncio crucial. E depois você. E depois meu martírio. E toda essa rotina que não nos leva a lugar algum.
E todos os flashes e lembranças que ainda teimam em surgir nas nossas mentes, e a palavra que teima em sair das nossas conversas mecânicas. E algo que, ainda não me surpreende.
Eu só queria que um dia, finalmente, você chegasse de mansinho, como se adivinhasse onde eu estaria naquele segundo. E pronunciasse todas as palavras que, por mais claras, eu também não pronunciei. E falasse abertamente aquilo que eu não falei. E desse, então, um sinal que fizesse todo meu medo maior ir pro espaço. Aí sim, ao invés de tantas palavras enroladas como um novelo de lã ou gestos nem tão definidos assim, eu diria o que, aos olhos de todos, já é óbvio.
E se não for tão óbvio assim, eu conto.
Para sempre sua menina."


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meus doces!
Um PS para quem curtiu a ideia das cartas e caderno entre blogueiros: Clarisse
Já está sendo organizada, com um e-mail para vocês enviarem as informações. Passem lá, ok? :D

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

- fulana mandou um beijo! :* [²]


[ pausa nos contos]
[voltei de MG viva e lá realmente quase não tinha internet, bjs]


-

Acho que o que eu nunca mencionei aqui, nem ali no "quem sou eu", é o quanto eu sou pidona. Sério, de verdade. Não que eu seja uma pessoa que abusa da boa vontade alheia, mas eu sou pidona. E nem ligo, porque até agora ninguém reclamou. Acho que sem saber uso a técnica de fazer cara de gato do Shrek[?], enfim.

Dia desses estava eu em meu MSN, até a Gabiz entrar. Daí eu a chamei e tal, porque ela me faz dar boas risadas. E conversa vai, conversa vem, eu peço: "ô Gabi, me escreve uma carta?".

Pensei que ela ia dizer algo como "Carta? Cê tá louca, mulher?", haha, mas não disse. Ao invés disso, ela disse: "Carta? Aquele papel escrito com caneta e um monte de palavrinhas?" (não era bem isso, mas era parecido, hihi). Então ela topou!

É, minha gente. Eu vou receber uma carta da Gabi! :D

Logo em seguida, tivemos uma luz! Tudo finalmente foi se ligando!

Nós nos conhecemos pelo blog. Nós gostamos de carta. As pessoas do blog gostam de escrever. As pessoas do blog parecem gostar muito de cartas e/ou afins.

Então eu pergunto: Que tal criar uma troca de correspondência entre nós, blogueiros? :D

Tudo bem caso você ache carta uma coisa meio duvidosa. Também tenhos a ideia do Caderno Viajante dos Blogueiros! :D

Não entendeu? Clarisse explica!

Leia direitinho nosso texto, com a página ainda, hm, bem básica (mas com várias e várias ideias pro futuro, rs). E vote na enquete, dê sua opinião sobre o que quer, o que acha, etc. E participe!



um beijo meus doces! :D

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

#1 .uma dose de pessoas.

"A verdade sobre as pessoas de verdade é que elas quase não saem de casa. Sim, eu acredito nisso.
Pessoas de verdade estão em suas casas. Estão criando histórias, compondo doces canções, assistindo a algum documentário, protegidas da superficialidade encontrada em massa lá fora. Vendo filmes, discutindo política com a família ou explicando ao irmão mais novo a história do país, indo na ordem crescente das décadas e exemplificando com as músicas correspondentes.
Pessoas de verdade estão criando valores, descobrindo mundos, observando o céu à noite ou contando histórias enquanto observam o sol se pondo. Estão construindo a ponte que os levará a concretização de seus sonhos.
Pessoas de verdade, quando estão fora de casa, talvez não estejam ao centro. Talvez passem despercebidos aos nossos olhos, caçadores de brilho e néon. Talvez passem despercebidos de si mesmo, tentando enxergar algo que, a sua volta, valha a pena. Talvez esperem algo para finalmente brilharem como devem, no momento em que lhes é oportuno.
Pessoas de verdade criam coisas de verdade. Criam sentimentos, laços, vidas. Criam suas próprias cores e, por mais que nos enganemos, a verdade é que os tons de pessoas de verdade são únicos e inconfundíveis aos atentos.
Pessoas de verdade brotam como flor rara, em poucas doses e cheios de doses dentro de si.
O fato de imaginar que existe alguma pessoa de verdade por aí me faz continuar seguindo. Afinal, se eu não acreditar nisso, em que acreditaria?
Mas, apesar disso... Não é triste o fato de saber que quanto mais interessante uma pessoa é, menor é a chance de encontrá-la por aí?
Imagino quantas pessoas, por não conseguirem descobrir a verdade sobre as pessoas de verdade, já desistiram ou sofreram demais por alguém que não era a pessoa de verdade... pra elas! Imagino quantas pessoas, hoje, circulam pelo mundo sem carregarem consigo alguma esperança, mesmo que mínima. Imagino quantas delas não se descobriram de verdade, quantas foram obrigadas a desistir, quantas tiveram seus sonhos destruídos ou quantas repetiram tantas vezes que o verdadeiro amor das pessoas que valem a pena não existe. Nem o amor, nem alguma pessoa.
Imagino quantas criam empecilhos para si mesmas, criam qualidades e padrões de perfeição, apenas para fugirem daquilo que as assusta. Quantas têm medo de arriscar, quantas tem medo quando reconhecem uma pessoa de verdade.
Quantas delas ficam aborrecidas enquanto se sentem sozinhas, sem nem desconfiar que, na verdade, ela é uma pessoa de verdade.
Será que é tão difícil reconhecer o valor que temos? Será que as pessoas que se esforçam para estar sempre no centro, que tentam nos ofuscar, sairão ganhando?
Eu acredito que não. Eu espero que não.
Eu quero continuar acreditando que existe uma pessoa de verdade para mim, e que eu sou uma pessoa de verdade."
[fragmento do meu futuro livro]
*

Delícias da minha vida! Desculpem a demora. Além do tempo que dei, também fiquei sem net. Bom, passarei uns dias fora, em Minas Gerais :) E não terei internet lá (até dia 8, quando volto ^^) Portanto, um ótimo 2010 pra todos e divirtam-se muito! E torçam por mim, pra eu ter inspiração lá e conseguir paz pra estudar música pra ULM :) Trago pedrinhas da cachoeira pra todos, hihi.

ps: boas festas e obrigada por sempre virem aqui!
ps²: esse trecho de cima é, realmente, do livro que estou pensando :) espero que gostem.
ps³: pretendo mudar alguns detalhes do blog quando voltar!

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

.suerte que regresas para mi. ♪


A primeira vez foi um sonho. Doce, encantadora e boa de se lembrar. Era inverno, mas não fazia tanta diferença, uma vez que seus braços não deixavam de me envolver nem por um segundo. O primeiro abraço, a primeira palavra, o riso, a conversa... E aí o primeiro beijo. Não que eu tenha certeza, mas as coisas mudaram a partir daí. Depois, a distância... Mas nessa circunstância, quem se importava? Planos. E novamente, a chegada. O coração saindo pela boca enquanto eu o esperava na frente daquela plataforma - sempre ela! sempre - As pessoas, os carros, os ônibus, o jornaleiro, a vendedora de flores, o relógio e, num segundo, nada mais importava. O abraço. Ah! O teu abraço. A tarde quente e gostosa, o filme, os olhares e sempre seu riso. Uma promessa nas entrelinhas. A (part)ida. A indiferença, a sensação estranha, o sexto sentido e a revelação. Aquele velho termo, "sem chão", funcionou facilmente por um tempo. Então, enquanto eu acostumava, a visão nada agradável do que veio a ser sua felicidade e decepção por algum tempo. O termo. O tempo. O tempo. O tempo. Algumas distrações, a data. O tempo tirando você do centro das minhas atenções. E, um belo dia, a surpresa. O telefonema, a voz, o riso, o coração saltando pela boca de uma forma que - até hoje - você não consegue imaginar. Some, expectativa, SOME! O reencontro. O beijo, o outro filme, o abraço, a data, o riso, a felicidade extravazando como fogos de artifício no estômago, no coração, seja lá onde for. O tempo mal dito e mal programado. O caminho inverso. E de repente tudo seu ficou em mim: a textura da pele, o cheiro, a voz, a carícia, os planos e as tais promessas. E novamente, a distância e o tempo. E o não saber o que esperar. Nem desesperar. Não existe uma forma de prever o futuro ou de saber se as tais promessas realmente serão cumpridas um dia, não é? Aliás, quase nem se pode confiar nos sinais, naquelas coisas absolutamente do nada, nas palavras ditas por alguém no momento (in)oportuno. Nas pessoas que insistem em me dizer o seguinte: "se volta sempre pra você, é pra ser teu". Assim, exatamente assim. Nada a esperar, nem desesperar. Deixar o amor acontecer. E a sorte, por você sempre voltar pra mim.

*ouvindo: Suerte - Jason Mraz & Ximena Sariñana.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

♥; cadência

Carrego comigo um cordão prateado. Pendurado no pescoço. Não é apenas um cordão com fios trançados. Nele, encontra-se um coração de cristal. Pequeno. E que, vezenquando mostra todas as cores que eu quero. É como um talismã. E é, de fato. Na agenda, a cada data especial, um trevo de quatro folhas seco. Culpa sua, inteiramente sua. Completamos agora mais de setecentos dias juntos. Os especiais, marcados com os trevos de quatro folhas. Sei lá, é pra dar ainda mais sorte. Na carteira, uma figa e uma pimenta. sabe como é, né? No pulso, fitinha de algum santo, com direito a três nós e três pedidos. Eu fazia um só. Se precisasse, usava os outros mais tarde. Sei que não preciso. Sussurrando ao pé do ouvido, o som da tua voz. Doce. Arrepiando minha pele, o toque da sua. Teletransportando-me, teu perfume. No céu, estrelas. A estrela do nosso beijo, a estrela do nosso abraço, a estrela do nosso encontro, a estrela da nossa união... Uma em especial chamou-me atenção: era cadente, a dita. Com a cor dos teus olhos. Fechei meus olhos e fiz um rápido pedido. E logo que os abri, ali estava você.
Conclui então que sorte era apenas uma questão de saber quais os braços que te acalentam.


-
fikdik: talvez o nosso especial esteja por aí. numa estrela cadente.
 

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